É estranho amar o desconhecido. O desconhecido abre alas neste coração, que clama pelo novo, pelo complemento, o que há? Há demais?
Preciso ingressar, recolher-me. O juízo foi esquecido em algum porão de alguma casa que não frequentei, passando noites em claro ao olhar um céu por dentre a madeira desbotada. Quero querer. Minha ânsia do ser, do estar, é tua. Tua lágrima recolher, supor minhas carícias no rosto, nada mais do que o fantasma da memória que ainda tenho.
Ficas aqui? Aqui, dentro do abraço que cabe teu sono, teu recolher do cansaço do dia-a-dia. Venha. Podes ficar.
E meu medo passeia nas entranhas reveladas, pois ele é natural. Tão crente de nada e de tudo, como posso crer no que não posso me submeter? Cremos nós, seres perplexos e insignificantes, no não desvelado, nas imagens pouco palpáveis, no que nos dá a possibilidade de seguir.
Vens cá? Posso te contar segredos, sem arriscar nossa relação de cumplicidade silenciosa? Se eu puder, eu te digo: há encantamento, vontade de experimentar beijos, abraços, carícias, calmaria e turbulência. E é isto.
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